Crise de Cura no Biofeedback
O Que É e Como Gerir
Uma crise de cura no contexto do biofeedback — também conhecida como reação de Herxheimer ou reação de desintoxicação — refere-se a um agravamento temporário dos sintomas que pode ocorrer após o início de uma terapia que estimula os mecanismos naturais de cura do corpo, como acontece com o SCIO, Mandelay Q9 ou outros sistemas de biofeedback.
O que está a acontecer no corpo?
Quando o biofeedback ativa os processos de autorregulação e desintoxicação celular, o corpo pode começar a:
- Libertar toxinas acumuladas nos tecidos
- Reequilibrar neurotransmissores ou hormonas
- Ajustar respostas do sistema imunitário ou nervoso
- Reativar sintomas antigos ou suprimidos para que sejam resolvidos definitivamente
Este processo pode ser tão rápido que o corpo fica temporariamente sobrecarregado, o que resulta na chamada crise de cura.
Sinais comuns de uma crise de cura:
- Cansaço ou irritabilidade
- Dores de cabeça
- Distúrbios digestivos (náuseas, diarreia)
- Erupções cutâneas (borbulhas, comichão)
- Reaparecimento de padrões emocionais antigos
- Sintomas antigos que voltam temporariamente
Estas reações são normalmente passageiras (duram algumas horas até alguns dias) e são um sinal de que o corpo está a reorganizar-se em direção ao equilíbrio.
Porque é que isto acontece com o biofeedback?
O biofeedback não “força” o corpo a curar-se — ele orienta o organismo a encontrar o seu próprio ponto de equilíbrio. Mas em pessoas sensíveis ou com disfunções crónicas, a aceleração destes processos pode ultrapassar temporariamente a capacidade de adaptação, gerando sintomas de crise.
Como apoiar o corpo durante a crise:
- Beber bastante água (ajuda a eliminar toxinas e a drenar o sistema linfático)
- Descansar mais (especialmente após as sessões)
- Fazer movimentos suaves, como caminhar ou alongar
- Apoiar fígado e rins (através da alimentação, suplementos ou programas específicos)
- Dar espaço ao apoio emocional: acolher sentimentos que possam emergir
- Evitar estimulantes ou refeições pesadas logo após a terapia
Dica clínica para profissionais:
Se um paciente tiver uma crise de cura:
- Reforce que é parte natural do processo e não um retrocesso
- Pode ser necessário reduzir a intensidade ou a frequência das sessões
- Considere aplicar um programa de estabilização (ex: Trivector Stabilization, Scalar, ou Adrenal Support)
- Avalie sempre se é de facto uma crise de cura ou uma reação adversa real, especialmente em pacientes com condições médicas complexas
Lembre-se: uma crise de cura não é um fracasso da terapia — é um sinal de que o corpo está a responder.
Por vezes, o caminho para o equilíbrio passa por um momento de turbulência. Com apoio